segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Adolescência - CULPA E CONSCIÊNCIA

Olá,

A culpa surge como forma de catarse necessária para a libertação de conflitos.
 Encontra-se insculpida nos alicerces do espirito e manifesta-se em expressão consciente ou através de complexos mecanismos de autopunição inconsciente.
 Suas raízes podem estar fixadas no pretérito --erros e crimes ocultos que não foram justiçados --ou em passado próximo , nas ações da extravagância ou da delinquência.
Geradora de graves distúrbios , a culpa deve ser liberada a fim de que os seus danos desapareçam.
Arrepender-se de comportamentos equivocados, de práticas mesquinhas, egoístas e arbitrárias é perfeitamente normal. A sustentação, porem, do arrependimento, além de ser inoperante, apenas proporciona prejuízos que respondem por numerosos conflitos da personalidade.
O arrependimento tem como finalidade dar a perceber a dimensão do delito, do gravame, de modo que o indivíduo se conscientize do que praticou, formulando propósitos de não-reincidência.
 A permanência na sua análise, a discussão íntima em torno do que deveria, ou não, ter feito naquela ocasião , transforma-se em cravo perturbados fincado no painel da consciência.
 Há pessoas que se atormentam com a culpa do que não fizeram, lamentando não haverem fruído tudo quanto o momento passado lhes proporcionou .
 Outras , amarguram-se pela utilização indevida ou pelo uso inadequado da oportunidade , todas, no entanto , prosseguindo em ação negativa.
 Seja o que for que fizeste , ou deixaste de fazer, a recordação, em culpa , daquele instante, de maneira alguma te ajudará. Não poderás apagar o erro lamentando-o , por mais te demores nesta atitude , tampouco experimentarás recompensa reter-te na lembrança do que poderias ter feito e deixaste de realizar.
A aparente compensação que experimentes, enquanto assim permaneças , é neurótica, pois que voltarás ás mesmas reminiscências que se transformarão em cáustico mental no futuro.
 Tudo quanto invistas para anular o passado, removê-lo ou deixá-lo á margem , será inútil .
O que está feito ou aquilo que ficou para realizar, constituem experiências para futuras condutas. Águas passadas não movem moinhos - afirma o brocardo popular, com sabedoria.
As lembranças negativas entorpecem o entusiasmo para as ações edificantes, únicas portadoras de esperança para a libertação da culpa.
Há pequenas culpas que resultam da educação deficiente, neurótica , do lar, igualmente perturbadoras, mas de pequena monta .
A existência terrena é toda uma oportunidade para enriquecimento continuo. Cada instante é ensejo de nova ação propiciadora de crescimento , de conhecimento, de conquista .Saber utiliza-lo é desafio para a criatura que anela por novas realizações.
 Desse modo, quem se detém nas sombrias paisagens da culpa ainda não descobriu a consciência da própria responsabilidade perante a vida, negando-se a bênção da libertação.
De alguma forma, quem cultiva culpa, não deseja libertar-se , em tal postura comprazendo-se irresponsavelmente.
 Sai da forma do arrependimento e age de maneira correta , edificante.
Reabilita-te do erro, através de ações novas que representem o teu atual estado de alma.
 Detém a onda dos efeitos perniciosos com a diluição deles nas novas fronteiras do bem.
 A soma das tuas ações positivas quitará o débito moral que contraíste perante a Divina Consciência, porquanto o importante não é a quem se faz o bem ou o mal, e sim , a ação em si mesma em relação à harmonia universal.
 ALLAN KARDEC , interessado na questão interrogou os Embaixadores Espirituais e recebeu deles a segura resposta, conforme o numero 835 de O Livro dos Espíritos :
 Será a liberdade de consciência uma consequência da de pensar ?
 A consciência é um pensamento íntimo, que pertence ao homem, como os outros pensamentos. Como consequência , a culpa deve ser superada mediante ações positivas , reabilitadoras , que resultarão dos pensamentos íntimos , enobrecedores.

 Joanna de Ângellis/ Divaldo P. Franco                     Momentos de Consciência

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